O SONHO DE EMPREENDER: CONHEÇA MATEUS LEME, COFUNDADOR DO GRUPO LINEAR! - Entrevista com o egresso

Tomar decisões e enfrentar as coisas de frente foi a propulsão que me fez chegar até aqui”


Mateus de Campos Leme, mais conhecido pelo apelido de “Benga” é um engenheiro florestal formado em 2017 pela UNESP de Botucatu. Seu apelido não tem um motivo específico, diz ter aderido o mesmo após sua primeira festa na graduação.

Ele tem 27 anos e é de Mogi-Guaçu, porém veio para Botucatu em 2011, onde reside até hoje. E hoje é nosso convidado a trazer um pouco da sua vivência durante a graduação, falar um pouco sobre sua vida profissional e com certeza inspirar muitos futuros Engenheiros Florestais!


Benga morou na república mais antiga atualmente em Botucatu: A República Monte Olimpo, onde passou bons anos de sua graduação. Seus lugares favoritos da cidade são: A igrejinha de Rubião, onde vai para ver o pôr-do-sol, a Cachoeira da Marta, Pavuna e o Gigante Adormecido. Ele tem como hobbie andar de bicicleta e fazer música, hobbie este que lhe rendeu até o sonho de ser músico!


“Eu toco bateria, inclusive toco na Orquestra Filarmônica do IBB-UNEP e na Orquestra Municipal de Botucatu (OSMB), além de bandas onde já até cantei sertanejo. Eu amo música.” — disse ele. | Foto: Arquivo pessoal.

Confira na íntegra a entrevista com nosso convidado mais que especial!


- O que te motivou a escolher o curso de Engenharia Florestal?

"Eu queria ser músico quando terminei o colegial."

“Foi bem ao acaso. Eu queria ser músico, então prestei para Música e não passei. Porém passei em Engenharia Florestal na Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP. Vim para Botucatu já decidido, pois sempre gostei de exatas e meio ambiente.”


- Quais projetos você participou durante o curso?


“Durante a graduação, no 1º ano, consegui uma bolsa na Cautex LTDA, uma empresa que trabalha com a extração de resina de seringueiras. Trabalhei com a multiplicação in vitro da espécie. Na sequência, no 2º ano, trabalhei com o Professor Furtado, como bolsista da CNPq, onde pesquisávamos sobre um fungo (Crysoporte cubensis) que causa perda na produção em eucaliptos, que fica alojado em fissuras na base da árvore.”


“No 3º ano fiquei seis meses na Conflor Jr., onde participei de inventários florestais realizados em Fernão Dias. Fui da comunicação interna e externa. Em paralelo a isso, eu trabalhava com música tocando em bares, casamentos, eventos universitários e festas da cidade.”


Foto: Arquivo pessoal.

“No 4º ano confesso que entrei em uma crise existencial, me questionando se era aquilo mesmo o que eu queria, já que eu desejava trabalhar com conservação, preservação, empreender e fazer música e, até então, tive experiências apenas com produção. Assim surgiu a ideia e a possibilidade de sair do país e fazer um intercâmbio.


"Resumindo a experiência do intercâmbio em uma palavra: fantástica!"

"No 5º ano então fui para a Unisersitá degli Studi di Sassari (UNISS), em Sardegna - Itália, quando foi firmado uma parceria entre esta e a UNESP. Fiquei seis meses lá.”


“Foi fantástico em termos profissionais e pessoais. Foi sensacional conhecer uma nova língua, novas culturas e lugares lindos como a própria Sardenha, onde morei nos seis meses de intercâmbio.”


“Quando cheguei da Itália, fiz 4 meses de estágio na Eucatex. Uma experiência muito rica onde trabalhei na área de qualidade, com a Danila Estevam. Para concluir a graduação, desenvolvi meu estágio obrigatório onde queria: na Secretaria Municipal do Meio Ambiente, hoje Secretaria do Verde. Lá trabalhei com Educação Ambiental e Licenciamento Ambiental, tudo aquilo que eu já gostaria de trabalhar. Confesso que ali me encontrei ainda mais na florestal.


Ainda na conclusão da minha graduação, fiz meu TCC com o professor Sérgio Campos com geoprocessamento. Inclusive, hoje ele é meu orientador do mestrado! Sou muito grato ao professor.”


- Qual sua maior dificuldade durante a graduação? Como lidou com isso?


"Trabalhar com tecnologia e inteligência artificial sempre foi minha vontade durante a graduação, mas eu não sabia por onde começar e nem a quem recorrer."

"Minha maior dificuldade durante a graduação foi justamente o que relatei anteriormente, sobre a crise existencial. Eu sempre quis empreender, ter minha própria empresa/startup. Trabalhar com tecnologia e inteligência artificial sempre foi minha vontade durante a graduação, mas eu não sabia por onde começar e nem a quem recorrer.


Comecei a perceber um fomento a enviar currículos para empresas, algo que eu nunca quis. Óbvio que se eu precisasse trabalhar assim eu trabalharia com muito prazer, pois seria mais uma experiência. Porém meu sonho mesmo era empreender, criar soluções e dialogar com órgãos diferentes para fazer as coisas acontecerem.” ele conclui.


- Qual sua maior conquista da graduação? Conte como isso influenciou sua vida profissional.


“Minha maior conquista da graduação foi meu intercâmbio. Foi a experiência que mais influenciou na minha vida profissional e me trouxe uma nova visão sobre o mundo.”

- Como e quando decidiu o que faria após se formar?


“Uma pergunta muito bacana! Eu não decidi, a vida que me levou a chegar onde cheguei. Após minha graduação, eu fiquei seis meses trabalhando com cerveja artesanal e fazendo disciplinas como aluno especial do mestrado.


Metade de 2018 eu prestei o mestrado e me encontrei definitivamente. Descobri que na carreira acadêmica você pode empreender, pesquisar e dialogar com todo mundo."

"Pretendo fazer meu doutorado, pós doutorado e continuar empreendendo.”

- Quais dificuldades você teve quando se formou? Como superou?


“Resiliência. Eu tive dificuldades financeiras e psicológicas para enfrentar algumas coisas e superar meus medos. Superei indo pra cima, enfrentando meus desafios, não deixando algumas opiniões me influenciarem."


"Uma vez escutei: Muitos vão dizer o que você deve ou não fazer para alcançar seu objetivo, porém, sem ter alcançado ou percorrido o mesmo caminho, então muito cuidado com o que e a quem você escuta. Tomar decisões e enfrentar tudo isso foi a propulsão que me fez chegar até aqui

Foto: Arquivo pessoal.

- O que mais sentiu falta durante a graduação?


“O que mais senti falta na minha graduação foi o incentivo ao empreendedorismo, não somente o empresarial. Tenho colegas que dizem que sonhavam em trabalhar com ONGs, se voluntariar na ONU, desenvolver seus negócios... Então senti muita falta desse incentivo dentro da faculdade durante minha graduação.”


- Fale um pouco da sua vida pós-formação.

"O Grupo LINEAR foi minha maior conquista de vida, sem dúvidas. Tendo chegado à proporções internacionais!"

"Muitas coisas legais tem acontecido, sendo a principal delas a criação do Grupo de Pesquisas LINEAR. Estou com startups em formação, todas elas vieram por meio direto ou indireto do Grupo LINEAR. Inclusive, a LINEAR e a Conflor Jr. ainda têm muito a fazer junto!” pois é, Benga! Nós da Conflor Jr. Concordamos!


Foto: Arquivo pessoal.

- A quem você é grato?


“Sou grato principalmente a minha família, pois sem eles eu não teria feito nada que fiz hoje. A UNESP como instituição e professores da FCA, que não darei nomes porque são muitos e todos eles, sem exceção, são muito importantes, muito obrigado! Inclusive àqueles com visões e preceitos completamente diferentes dos meus, pois sem eles eu não teria aprendido muitas coisas maturidade que chama, né?


Foto: Arquivo pessoal.

- Dê um recado, conselho ou dica para os graduandos em Engenharia Florestal!


"Se quiser entrar em uma ONG, ser presidente do país, vereador, abrir a sua própria empresa... não desista, pois irá acontecer."

“Se estiver passando pela mesma crise que eu passei, sentindo dúvidas sobre seu caminho profissional: não desista! Não desista daquilo que quer fazer. Com muito trabalho, irá acontecer.

E se não se encontrarem na área, sintam-se livres para fazerem aquilo que os conforte. Só não desistam de seus sonhos.

No que eu puder ajudar, estou à disposição! Podem me procurar nas minhas redes e nas redes do Grupo LINEAR!” — vamos deixar o contato do Benga disponível logo abaixo para vocês!


“Quero agradecer pelo convite da Conflor, agradecer à FCA, ao Grupo LINEAR, que fazem parte do meu dia-a-dia e da minha vida.” — com certeza todos os citados também são gratos em te ter no mesmo time!


Foto: Arquivo pessoal.

Mateus é apenas um dos ex-alunos que enfrentou todas as dificuldades que qualquer universitário está sujeito a passar, deu a volta por cima e hoje se encontra contemplado com sua vida profissional. É com muito orgulho que nossa empresa faz parcerias com pessoas preocupadas com a sustentabilidade, a liderança e a inovação. Foi um prazer!


Para maiores informações, dá uma olhada no Instagram do Mateus (@mateus.cleme) e do Grupo LINEAR (@linear.inteligencia)



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