Arborização Urbana: O que é e quais seus benefícios e problemáticas?

A vegetação urbana desempenha funções muito importantes nas cidades. As árvores, por suas características naturais, proporcionam muitas vantagens ao homem que vive na cidade sob vários aspectos.


Segundo MORAIS (2011), grande parte da população mundial vive hoje em cidades, com acesso contínuo a serviços públicos essenciais, fundamentais para o conforto e a qualidade de vida das pessoas. Dessa forma, visando manter o equilíbrio no meio urbano, a existência de arborização é essencial nesse meio tão artificial. As árvores apresentam “alto grau de complexidade e de adaptações às condições do meio, permitindo sua convivência em diversos ambientes, incluindo as cidades”.


A vegetação, pelos vários benefícios que pode proporcionar ao meio urbano, tem um papel muito importante no restabelecimento da relação entre o homem e o meio natural, garantindo melhor qualidade de vida.



A arborização das cidades, além da estratégia de amenização de aspectos ambientais adversos, é importante sob os aspectos ecológico, histórico, cultural, social, estético e paisagístico.

A vegetação urbana desempenha funções muito importantes nas cidades. As árvores, por suas características naturais, proporcionam muitas vantagens ao homem que vive na cidade sob vários aspectos, já que proporcionam:

  • Bem-estar psicológico ao homem;

  • Melhor efeito estético;

  • Sombra para os pedestres e veículos;

  • Protegem e direcionam o vento;

  • Amortecem o som, amenizando a poluição sonora;

  • Reduzem o impacto da água de chuva e seu escorrimento superficial

  • Auxiliam na diminuição da temperatura, pois, absorvem os raios solares e refrescam o ambiente pela grande quantidade de água transpirada pelas folhas;

  • Melhoram a qualidade do ar;

  • Preservam a fauna silvestre. (PIVETTA & FILHO, 2002).

Além desses benefícios, NASCIMENTO (2015) destaca outras contribuições da

arborização nas cidades como:

  • A manutenção da estabilidade microclimática;

  • A proteção dos corpos d’água e do solo;

  • No cotidiano da população, funcionando como elementos referenciais marcantes;

  • A conservação genética da flora nativa;

  • O aumento do valor das propriedades;

  • A melhoria da saúde física e mental da população. (NASCIMENTO, 2015)


Os habitantes de uma cidade bem arborizada percebem e valorizam os benefícios ambientais, sociais, paisagísticos e patrimoniais proporcionados pelas árvores e pelos espaços verdes existentes.

De acordo com Saldiva (2007), a diferença entre as áreas menos verdes e as mais verdes chega a ser de uma redução de quase 20% de risco de morte. Por isso, é muito importante, quando se discute o uso e a ocupação do solo, encontrar formas para recuperar a cobertura vegetal da cidade, ainda que se tenham de criar parques e espaços de áreas verdes. Entretanto, essa adaptação ao meio urbano apresenta restrições e deve ser muito bem compreendida, pois é um meio completamente diferente do ambiente florestal, onde as espécies de árvores evoluíram. Sendo assim, é necessário ser cuidadoso com o planejamento a fim de evitar transtornos posteriores.


“Espera-se que haja contribuição para realçar a relevância que as atividades envolvendo tanto a arborização urbana quanto a de energia elétrica hajam importância para o estabelecimento de um pacto de convivência harmônica entre si e com todos os serviços públicos de infraestrutura de uma cidade, de modo que os seus benefícios possam ser sentidos pela população. ”
(MORAIS, 2011).

A dificuldade de manter a presença arbórea nas cidades é retratada por Nascimento,

no ano de 2015:


“A convivência das árvores com a cidade não é fácil. Elas enfrentam diariamente a competição por espaço para o seu crescimento e tentam sobreviver diante dos maus tratos, da poluição, das alterações climáticas atípicas, da inadequação entre sua espécie e o local onde se encontram e da incompreensão de sua importância. ”
(NASCIMENTO, 2015)

O problema das árvores da cidade é que foram plantadas e esquecidas. Nos últimos 50 anos, nada foi feito em termos de manutenção e tratamento; nesse sentido é fundamental manter as árvores existentes, e que saibamos caracterizar aquelas que estão em risco de cair com as chuvas, identificando o estado dos troncos.


O plantio de árvores deve ser planejado, tanto para as áreas verdes quanto para a arborização viária, pois, caso contrário, pode ocorrer uma série de problemas futuros.






BIBLIOGRAFIA:

  • MORAIS, Djalma Bastos. Manual de arborização Companhia Energética de Minas Gerais. Belo Horizonte: Cemig / Fundação Biodiversitas, 2011.

  • NASCIMENTO, Wanderlei Meira. Manual Técnico de Arborização Urbana. Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. Abril de 2015, São Paulo, SP.

  • PIVETTA, Kathia Fernandes Lopes; FILHO, Demóstenes Ferreira da Silva. Arborização Urbana- Boletim Acadêmico. UNESP/FCAV/FUNEP. Jaboticabal, SP, 2002.


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